Textos filosóficos, críticos, comportamentais e sobre arte da escrita, sucesso e auto-ajuda.
Professor Doutor Silvério
Blog: "Comportamento Crítico"
Professor Doutor Silvério
Silvério da Costa Oliveira é Doutor em Psicologia Social - PhD, Psicólogo, Filósofo e Escritor.
(Doutorado em Psicologia Social; Mestrado em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia; Licenciatura Plena em Psicologia; Licenciatura Plena em Filosofia)
E-mails encaminhados para doutorsilveriooliveira@gmail.com serão respondidos e comentados excluindo-se nomes e outros dados informativos de modo a manter o anonimato das pessoas envolvidas. Você é bem vindo!
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O filósofo René Descartes é um pensador atual e
importante que continua a ser cobrado quando se estuda filosofia para
vestibulares ou mesmo para o enem e sua importância vai além da prestação de
concursos, pois é possível e interessante aplicar em nossas vidas parte
considerável de suas ideias. Daí a importância de conhecermos suas obras,
biografia, ideias, frases e mesmo o resumo de suas principais ideias, o que
Descartes pensou e qual foi a sua importância para a filosofia. Dentre suas obras,
as principais que devem ser lidas e são aqui apresentadas nesta vídeo aula,
temos: "Discurso sobre o método", "Meditações metafísicas",
e "Princípios de filosofia". A famosa frase de Descartes, conclusão
de suas meditações, "cogito ergo sum", traduzida no Brasil por
"penso, logo existo" na verdade teria melhor tradução por
"penso, logo sou" e explicamos seu significado neste curso de
filosofia sobre o Racionalismo. Não somente na filosofia, mas na educação e na
psicologia ou mesmo em outros campos do saber (como as matemáticas com o plano
cartesiano) a obra de Descartes se mantém atual e de grande interesse. É
importante conhecer o pensamento de Descartes, suas quatro regras, sua
filosofia e principais ideias se queremos entender o mundo no qual hoje vivemos.
Em meus blogs "Ser Escritor" e
"Comportamento Crítico" você encontrará um artigo / texto de minha
autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua
complexidade. Leia:
1- "O filósofo René Descartes, ou, se o
preferirem: "Diretora, por favor, o professor Silvério está falando sobre
o capeta em sala de aula".
2- "O
Racionalismo e as ideias de René Descartes". Links diretos para todos os
artigos, textos e vídeos em meu site: https://www.doutorsilverio.com
René Descartes
(1596-1650) nasce na França e morre na Suécia aos 53 anos de idade, sendo hoje
considerado não somente o fundador do movimento filosófico intitulado
Racionalismo, mas da própria filosofia moderna ao introduzir a novidade de
fornecer destaque e importância essencial em sua filosofia a figura do “eu”,
enquanto sujeito do conhecimento. Para o entendimento do sistema filosófico de
Descartes, suas três principais obras são: “Discurso do método”, de 1637,
“Meditações”, de 1641 e “Princípios de filosofia”, de 1644.
Podemos, a par
com o pensamento de Descartes, criar uma ideia mental ou metáfora para o conhecimento
como sendo uma árvore, na qual a raiz é a metafísica, o tronco a física e os
diversos galhos representariam as ciências, tudo isto integrando a filosofia
enquanto conhecimento uno que ao partir de um método correto aborda temas
distintos de investigação. Seus três principais galhos / ciências, são
respectivamente a mecânica, a medicina e a moral, que, por sua vez, se
identificam com as três aplicações do conhecimento humano: o mundo externo a
nós, o corpo humano e o comportamento a ser adotado em sociedade.
Visando o
convívio em sociedade e a tomada de decisões cotidianas, Descartes assume para
si uma moral provisória, se bem que jamais voltará ao tema e não comporá uma
moral ou ética definitiva. Descartes adota três regras para sua moral
provisória, apontadas em seu livro “Discurso sobre o método”, a saber: 1- Obedecer
as leis e costumes do país no qual vive, manter a religião tradicional e
guiar-se pelas opiniões mais moderadas, 2- uma vez tomada uma decisão,
permanecer na mesma, 3- empreender esforços para mudar a si e não ao mundo.
O método de
Descartes pode ser coerentemente sintetizado em quatro regras, de acordo com o
próprio, a saber: 1- Só admitir como verdadeiro o que seja evidente que é
verdade, aceitando somente ideias claras e distintas e evitando a precipitação.
2- Dividir um problema em quantas partes seja possível visando uma melhor
solução, 3- Seguir em ordem do mais simples ao mais complexo, 4- Revisar tudo
para ter certeza de nada ter omitido ou errado. Dito de outro modo: 1-
evidência, 2- análise, 3- síntese, 4- enumeração.
Há em Descartes
três tipos de ideias: 1- adquiridas, que se dão por meio da experiência
sensível e pelo convívio em sociedade com outras pessoas ou mesmo pelo ensino
formal, 2- artificiais, provenientes de nossa imaginação criativa, 3- inatas ou
naturais, que não são produzidas por nós e nem são recebidas pelos nossos
sentidos, são evidentes, intuitivas e verdadeiras, se originando em Deus.
O conhecimento evidente
em si, qualquer que seja este, é formado por ideias claras e distintas. Sua
verdade é sua evidência. A verdade deve sê-lo independente de qualquer crença,
autoridade ou tradição. Por meio de uma verdade pode se intuir outras, dentro
de uma cadeia de intuições racionais e dedutivas. Uma verdade deve ser
acessível a todo ser pensante.
Para encontrar
sua primeira verdade, donde há de erigir todo o seu sistema filosófico,
Descartes fará uso da dúvida metódica, radical e hiperbólica, pelo qual se
propõe a indagar sobre o último critério de toda a verdade. Não se trata de
duvidar do modo como o fariam detentores de doutrinas céticas e sim de usar a
dúvida como instrumento para encontrar uma única verdade imune a qualquer
possível conhecimento, algo que em si mesmo seja claro e evidente e não dependa
de qualquer experiência posterior.
Para conseguir
levar a termo sua dúvida até os fundamentos mesmo da lógica e matemática,
Descartes faz uso da hipótese de um Deus enganador ou de um gênio maligno.
A dúvida
hiperbólica e metódica de Descartes passa por três pontos importantes, a saber:
1- os sentidos, 2- o sonho e, 3- o deus enganador ou gênio maligno. Toda a
informação proveniente dos sentidos pode ser negada tomando por base que um dia
já tive a experiência de ter sido enganado pelos meus sentidos e se não me
foram confiáveis uma vez, podem não ser confiáveis novamente. Já pelo sonho, temos
que poderia estar sonhando e não acordado. Como saber se estou ou não sonhando?
E, finalmente, pelo argumento do deus enganador ou gênio maligno podemos
colocar em dúvida as verdades restantes, tais como as provindas da lógica e da
matemática.
Por meio da
dúvida hiperbólica pomos tudo em dúvida e suspendemos a certeza sobre nosso
juízo, mas mesmo pondo tudo sobre dúvida, não posso negar que eu, enquanto
penso e duvido, sou algo, daí o “penso, portanto sou” ou “penso, logo sou”.
Alguma coisa existe enquanto penso e esta coisa sou eu, mas trata-se de usar
mais acertadamente o verbo “ser” e não o verbo “existir”, pois, a referência
aqui cabe ao primeiro verbo e não ao segundo, estamos falando do “ser”. Também
há de se notar que não sou eu, meu corpo e a imagem que tenho de mim quando me
olho em um espelho que comprovo que existe e sim somente o pensamento de um ser
que duvida, seja lá o que for este ser, sei que sou eu, mas não sei o que sou
além de puro pensamento.
Com certeza,
além da importância e atualidade ainda em nossos dias do pensamento e obra de
René Descartes para não somente a filosofia, mas mesmo para a base de nosso
conhecimento humano em suas diversas disciplinas e na sua fundamentação e desenvolvimento
histórico, cabe reforçar que no século XVII, onde ainda imperava em filosofia a
escolástica e seus modos de analisar os problemas e apresentar soluções, é
Descartes aquele quem inaugura o rompimento com esta abordagem a partir do
livre exame pela razão humana e daí outra grande novidade que é a priorização
da autoridade da razão sobre qualquer outra que se possa aventar. Diante de uma
sociedade que buscava novos caminhos para a obtenção de um conhecimento certo e
que vira recentemente a perda de valores e verdades aceitas por séculos pela
nossa civilização, Descartes empreende a busca por um método que permita
percorrer um caminho seguro em busca da verdade pelas ciências e filosofia,
evitando por tal método o caminho dos erros, permitindo-nos diferenciar o que
seja verdadeiro do que seja falso.
Com Descartes e
sua filosofia a ênfase sobre o julgamento do que seja certo ou errado sai dos
livros e das pessoas para a autoridade expressa pela razão humana. Antes a
verdade estava na autoridade inquestionável de textos religiosos ou eruditos,
consagrados pela tradição e pela interpretação dos mesmos por determinadas
pessoas específicas, sendo estas pessoas e livros vistos como a autoridade,
agora não mais, pois a autoridade a ser seguida é a razão que possuímos.
Na filosofia de
Descartes as verdades se apresentam após serem extraídas pela força da razão da
dúvida hiperbólica que tudo abrange e são elas em total de quatro, a saber e
nesta exata ordem: em primeiro lugar é que eu, enquanto penso e duvido, sou. A
segunda se dá sobre a existência e essência de Deus, pois, se fosse eu a única
criatura existente me daria todas as perfeições que posso imaginar e como
conheço perfeições que reconheço não possuir, há a necessidade de haver um ser
perfeito que as possua e este ser tem obrigatoriamente de existir, pois, sua
inexistência seria uma imperfeição nesta criatura. Em terceiro lugar temos que
já que concluímos que um ser perfeito existe e que dentre seus atributos está,
dentre outros, o de ser perfeitíssimo, sapientíssimo e boníssimo, não posso
racionalmente admitir que um ser boníssimo permita que exista um gênio maligno
para me enganar e um deus enganador estaria demonstrando alguma carência ou
falta que não seria viável em um ser perfeitíssimo, portanto, todas as verdades
matemáticas / geométricas são inegavelmente verdadeiras. Acrescento que o ser
criado não pode ser mais perfeito que o criador, pois é deste que obtém sua
perfeição e quanto melhor o criador, melhor também será sua criação. Se deus
cometesse erros e não fosse sapientíssimo não poderíamos ter certeza que nós,
seres criados, não tivéssemos em nós mesmos, erros graves que nos impedissem de
atingir o conhecimento verdadeiro. Por último, chegamos a quarta verdade que é
a existência da extensão, das coisas extensas, do mundo material, dos corpos.
Saindo da dúvida sem ficar preso no ceticismo e de posse de uma base sólida
dada por verdades reais que nos permita buscar o conhecimento sem o risco de
nos perdermos em erros e fantasias fora da realidade. De posse destas verdades
iniciais e das etapas que levam ao método, podemos buscar a verdade em uma
filosofia e conhecimento científico unificado por um método universal,
verdadeiro e válido.
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O Racionalismo é um importante movimento do século
XVII que irá marcar profundamente a filosofia até os presentes dias e se tornar
presente diante da filosofia moderna e contemporânea, de modo que torna-se
importante saber sobre este movimento, o que o Racionalismo defende?, Quais as
principais ideias do Racionalismo?, Qual a importância do Racionalismo na
filosofia?, O que diferencia o Racionalismo do Empirismo?, O que é o
Racionalismo cartesiano?, O que é o Racionalismo moderno?, Qual a principal
ideia e qual o significado do Racionalismo?, O que significa ser um
racionalista?, Que exemplo ou exemplos podemos dar de Racionalismo?, Quais os
filósofos racionalistas? Visando responder a estas perguntas e outras mais
apresentamos não somente este vídeo aula, mas um curso completo de filosofia do
Racionalismo, cujo primeiro vídeo é este e teremos vários outros, um por
semana, toda quarta-feira ao meio dia visando compor a playlist
"Racionalismo" que será acompanhada por diversos artigos / textos em
meus dois blogs sobre os respectivos temas tratados nos vídeos. É inegável a
importância do Racionalismo hoje, não somente na filosofia, mas também levando
em consideração que por vezes estão presentes em pontos de estudo como a
filosofia para vestibulares ou a filosofia para o enem, tornando muito
importante o estudo e a compreensão dos principais temas relevantes presentes
ao Racionalismo em filosofia. Aliás, mesmo em áreas próximas da filosofia,
como, por exemplo, a psicologia e a sociologia, torna-se importante o
conhecimento sobre o que foi e o que é o Racionalismo, sua história, seu método
de análise e demonstração, sua lógica e também matemática dele oriunda.
Conhecer as vertentes do Racionalismo voltadas a metafísica, a epistemologia, a
ética e ao psicologismo. Uma compreensão da importância deste movimento
filosófico fará com que vislumbremos a importância que este traz aos
questionamentos e a ênfase na autoridade da razão, pois, toda busca da verdade
e do conhecimento verdadeiro se daria pela razão, sendo esta o caminho, o
fundamento e a base da verdade, cujo garantidor é Deus. Um Deus não pessoal,
mas sim inteligível e cristão. Temos no Racionalismo um método de análise,
dedução, demonstração que nos permite chegar a verdade e não sermos enganados.
Também a demonstração que parte de nosso conhecimento é proveniente de ideias
inatas, não adquiridas, ideias a priori.
Em meus blogs "Ser Escritor" e "Comportamento
Crítico" você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as
ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia:
"Racionalismo na Filosofia: Características e significado". Links
diretos para todos os artigos, textos e vídeos em meu site: https://www.doutorsilverio.com
O termo
“Racionalismo” é proveniente em sua origem do latim “ratio” que significa
“razão”. O movimento histórico filosófico intitulado Racionalismo há de marcar
profundamente o século XVII e ter significativas repercussões na elaboração de
teorias e ações que começam na filosofia e se estendem para os mais distintos
campos de atuação humana, abarcando o modo de pensar e entender o mundo ao
redor, a educação e as instituições de ensino, as comunidades de sábios
pesquisadores, de cientistas e filósofos distintos que irão se posicionar a
favor ou contrariamente as teses defendidas por tal movimento, mas de um modo
ou outro serão por ele afetados e impulsionados.
Muitos são
aqueles que se identificaram ou foram identificados como sendo parte integrante
deste movimento filosófico, o Racionalismo. Dentre os mais conhecidos e que
deram maiores contribuições ao movimento, podemos citar em particular a cinco
filósofos, a saber: René Descartes (1596-1650), Nicolas Malebranche
(1638-1715), Baruch Spinoza (1632-1677), Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716),
Christian Wolff (1679-1754).
O Racionalismo
moderno há de se iniciar com Descartes e terá como base que o conhecimento
verdadeiro deva ser obtido por meio do uso da razão, aqui equiparada ao pensar
e ao raciocinar, isto em detrimento da realidade empírica, das coisas
materiais, do conhecimento obtido por meio de nossos sentidos ou mesmo de
nossas emoções e ou paixões. Também tem como base que a realidade circundante,
que o mundo e mesmo o cosmos é passível de um entendimento racional, que há uma
racionalidade lógica no universo e que por meio do uso da razão podemos
entender as leis que regem a realidade. O Racionalismo também se encontra em um
Deus descoberto por meio da razão e que possui características racionais e
mesmo se iguala por vezes ao conceito de Deus cristão, retirando deste o
aspecto pessoal e o encaixando dentro de normas da razão, este Deus também
tende a ser o garantidor do conhecimento, das leis do universo e da própria
razão.
O Racionalismo
ao propor a razão como a base e o caminho para se alcançar a verdade, tende a
se encontrar na base de toda a filosofia moderna, somente quando este nega ou
encara com suspeita o conhecimento provindo dos sentidos, da experiência e da
aprendizagem é que se fecha em uma escola filosófica com características
próprias e idéias bem definidas e elaboradas que o distanciam de outra escola
oposta, o Empirismo. O método de busca da verdade se dá por meio da razão, mas
não somente isto, pois, se entende por tal que o mundo, o universo, o cosmos e
mesmo Deus, é inteligível. Esta busca da verdade pela razão se dá por meio de
um método no qual a mesma é passada pelo crivo da demonstração e da análise
racional de seus fundamentos.
Em virtude de
sua abordagem radicalmente racional, afastando-se do conhecimento oriundo das
emoções, paixões, sentidos, percepção e do mundo circundante incluindo aqui a
aprendizagem social formal e informal, tais pensadores hão de priorizar as
matemáticas, a álgebra, a geometria e a lógica, inclusive, irão apresentar
contribuições relevantes para tais domínios que se mantem em uso até os
presentes dias, tal o caso, por exemplo, do plano cartesiano ou do cálculo
infinitesimal de Leibniz.
Também
importante neste movimento é a adoção de idéias inatas, ou seja, que não são
obtidas por meio da aprendizagem, ou dos sentidos ou por qualquer outro meio
externo a nós mesmos, já nascendo com as mesmas e precisando no máximo
tornarmo-nos cientes das mesmas por meio de nossa razão e intuição.
Podemos
subdividir o Racionalismo em três possíveis vertentes ou percursos adotados por
seus seguidores. Podemos pensar uma vertente baseada na metafísica que busca na
realidade que nos circunda, no mundo, no universo, no cosmos e em Deus uma
ordem, uma lógica, uma racionalidade, uma inteligibilidade, um conjunto de leis
imutáveis. Por sua vez, também podemos pensar em uma vertente pautada na
gnoseologia, na epistemologia e na teoria do conhecimento, pelo qual todo o
conhecimento apto a ter o status de verdadeiro deve ser buscado e encontrado
por meio da razão, abstendo-se de possível conhecimento oriundo das sensações
(percepção, sentidos), da experiência (empiria) e da aprendizagem social formal
ou informal, pois tais fontes de conhecimento podem nos induzir ao erro e deste
modo devemos nos precaver com relação às ilusões delas provenientes. Uma outra
vertente seria a da ética, ou moral, ou melhor comportamento a ser adotado em
sociedade para sermos feliz e exitosos em nossas ações, e aqui mais uma vez o
caminho indicado é o caminho apontado pela nossa razão.
Como não poderia
deixar de ocorrer, a ênfase na luz natural proveniente do uso da razão há de
gradativamente vir a desenvolver uma consciência social crítica com relação a
diversos valores então presentes a sociedade, sejam estes políticos, religiosos
ou outros e acabará, também, por direcionar para uma religião diferente da
revelada, questionando não somente a autoridade dos líderes religiosos bem como
a autoridade dos escritos sagrados, pois, a única autoridade aceita deve ser a
razão. Temos por meio do Racionalismo a emancipação da razão humana que antes
se prendia a dogmas, crenças e mitos os mais diversos, provenientes de uma
falsa interpretação da realidade ou de textos religiosos.
O Racionalismo
se mostra como uma importante escola de filosofia que irá marcar profundamente
o século XVII e os seguintes e cuja discussão ainda é cabível de estar presente
em nossos dias, em pleno século XXI, onde, infelizmente, o ser humano faz questão
de voltar-se aos grilhões auto-impostos de servidão a doutrinas e ideologias
políticas ou religiosas que mais não são do que superstição e ignorância. Diante
das diferenças individuais e de personalidade, hoje pessoas há que priorizem
outras tentativas de obter conhecimento em detrimento do uso da razão e deste
modo se afastam da luz natural que nos permite sermos criaturas pensantes
capazes de buscar e alcançar a verdade independentes dos mais distintos e
diversos preconceitos oriundos de crenças políticas e religiosas que visem os
interesses de pequenos grupos, a manipulação e controle das massas, a servidão
e o conformismo da população. Mais do que nunca antes o Racionalismo tende a se
mostrar tão atual como quando de seu surgimento e suas questões levantadas e
trabalhadas tendem ainda a se mostrar não somente atuais, mas também vitais se
queremos de fato desenvolver todo nosso potencial humano, livres da servidão e
credulidade. Aprendamos, portanto, a pensar e sermos racionais, conhecer o
Racionalismo é também conhecer e aprender como usar do poder de nossa própria
razão, de nossa luz natural.
Elaborei vários
artigos / textos disponíveis em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento
Crítico”, bem como vídeos disponíveis em meu canal no YouTube: drsilverio que
visam a proporcionar um maior e melhor entendimento sobre o tema. São 4 artigos
/ textos e 4 vídeos.
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vídeo. A criação da palavra "filosofia" se deve a Pitágoras de Samos,
no século VI a.C., se bem que o criador da filosofia seja considerado Tales de
Mileto, no sétimo século a.C. A filosofia busca o saber e conhecimento
verdadeiro por meio da razão e da reflexão racional e crítica, fazendo uso da
elaboração de conceitos com o uso do discurso escrito e falado e pelo debate e
diálogo crítico e racional sem o emprego de dogmas ou do argumento da
autoridade. É importante saber o que é a filosofia para entender o mundo atual,
o que é a filosofia moderna e a filosofia contemporânea. Vemos hoje a filosofia
e importantes filósofos do passado presentes em concursos, vestibulares e mesmo
no enem, mas, afinal, o que é e para que serve a filosofia? qual o conceito de
filosofia? o que a filosofia estuda? Sabendo o que seja a filosofia, sua melhor
definição e conceituação fica mais fácil pensarmos a filosofia junto a educação
e mesmo a uma "filosofia de vida". Há quem fale em filosofia a
maneira clássica e outros que falam em filosofia científica, mas a única forma
de entender o significado de tais frases e não sermos enganados em nossa busca
é primeiramente entendermos o que é a filosofia e também o que não é a
filosofia e é a isto que este vídeo aula se propõe, apresentar uma definição
sucinta, clara e objetiva do que seja e do que não seja a filosofia atual.
Em meus
blogs "Ser Escritor" e "Comportamento Crítico" você
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apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia: "O que é filosofia?".