Professor Doutor Silvério

Blog: "Comportamento Crítico"

Professor Doutor Silvério

Silvério da Costa Oliveira é Doutor em Psicologia Social - PhD, Psicólogo, Filósofo e Escritor.

(Doutorado em Psicologia Social; Mestrado em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia; Licenciatura Plena em Psicologia; Licenciatura Plena em Filosofia)

Sites na Internet – Doutor Silvério

1- Site: www.doutorsilverio.com

2- Blog 1 “Ser Escritor”: http://www.doutorsilverio.blogspot.com.br

3- Blog 2 “Comportamento Crítico”: http://www.doutorsilverio42.blogspot.com.br

4- Blog 3 “Uma boa idéia! Uma grande viagem!”: http://www.doutorsilverio51.blogspot.com.br

5- Blog 4 “O grande segredo: A história não contada do Brasil”

https://livroograndesegredo.blogspot.com/

6- Perfil no Face Book “Silvério Oliveira”: https://www.facebook.com/silverio.oliveira.10?ref=tn_tnmn

7- Página no Face Book “Dr. Silvério”: https://www.facebook.com/drsilveriodacostaoliveira

8- Página no Face Book “O grande segredo: A história não contada do Brasil”

https://www.facebook.com/O-Grande-Segredo-A-hist%C3%B3ria-n%C3%A3o-contada-do-Brasil-343302726132310/?modal=admin_todo_tour

9- Página de compra dos livros de Silvério: http://www.clubedeautores.com.br/authors/82973

10- Página no You Tube: http://www.youtube.com/user/drsilverio

11- Currículo na plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/8416787875430721

12- Email: doutorsilveriooliveira@gmail.com


E-mails encaminhados para doutorsilveriooliveira@gmail.com serão respondidos e comentados excluindo-se nomes e outros dados informativos de modo a manter o anonimato das pessoas envolvidas. Você é bem vindo!

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

René Descartes (3) * Racionalismo e principais ideias na filosofia

 

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O filósofo René Descartes é um pensador atual e importante que continua a ser cobrado quando se estuda filosofia para vestibulares ou mesmo para o enem e sua importância vai além da prestação de concursos, pois é possível e interessante aplicar em nossas vidas parte considerável de suas ideias. Daí a importância de conhecermos suas obras, biografia, ideias, frases e mesmo o resumo de suas principais ideias, o que Descartes pensou e qual foi a sua importância para a filosofia. Dentre suas obras, as principais que devem ser lidas e são aqui apresentadas nesta vídeo aula, temos: "Discurso sobre o método", "Meditações metafísicas", e "Princípios de filosofia". A famosa frase de Descartes, conclusão de suas meditações, "cogito ergo sum", traduzida no Brasil por "penso, logo existo" na verdade teria melhor tradução por "penso, logo sou" e explicamos seu significado neste curso de filosofia sobre o Racionalismo. Não somente na filosofia, mas na educação e na psicologia ou mesmo em outros campos do saber (como as matemáticas com o plano cartesiano) a obra de Descartes se mantém atual e de grande interesse. É importante conhecer o pensamento de Descartes, suas quatro regras, sua filosofia e principais ideias se queremos entender o mundo no qual hoje vivemos.

Em meus blogs "Ser Escritor" e "Comportamento Crítico" você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia:

1- "O filósofo René Descartes, ou, se o preferirem: "Diretora, por favor, o professor Silvério está falando sobre o capeta em sala de aula".

2- "O Racionalismo e as ideias de René Descartes". Links diretos para todos os artigos, textos e vídeos em meu site: https://www.doutorsilverio.com

Link para este vídeo no YouTube: https://youtu.be/kBlYP4iJ9yQ

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

O Racionalismo e as ideias de René Descartes

 Por: Silvério da Costa Oliveira.

 René Descartes (1596-1650) nasce na França e morre na Suécia aos 53 anos de idade, sendo hoje considerado não somente o fundador do movimento filosófico intitulado Racionalismo, mas da própria filosofia moderna ao introduzir a novidade de fornecer destaque e importância essencial em sua filosofia a figura do “eu”, enquanto sujeito do conhecimento. Para o entendimento do sistema filosófico de Descartes, suas três principais obras são: “Discurso do método”, de 1637, “Meditações”, de 1641 e “Princípios de filosofia”, de 1644.


Podemos, a par com o pensamento de Descartes, criar uma ideia mental ou metáfora para o conhecimento como sendo uma árvore, na qual a raiz é a metafísica, o tronco a física e os diversos galhos representariam as ciências, tudo isto integrando a filosofia enquanto conhecimento uno que ao partir de um método correto aborda temas distintos de investigação. Seus três principais galhos / ciências, são respectivamente a mecânica, a medicina e a moral, que, por sua vez, se identificam com as três aplicações do conhecimento humano: o mundo externo a nós, o corpo humano e o comportamento a ser adotado em sociedade.

Visando o convívio em sociedade e a tomada de decisões cotidianas, Descartes assume para si uma moral provisória, se bem que jamais voltará ao tema e não comporá uma moral ou ética definitiva. Descartes adota três regras para sua moral provisória, apontadas em seu livro “Discurso sobre o método”, a saber: 1- Obedecer as leis e costumes do país no qual vive, manter a religião tradicional e guiar-se pelas opiniões mais moderadas, 2- uma vez tomada uma decisão, permanecer na mesma, 3- empreender esforços para mudar a si e não ao mundo.

O método de Descartes pode ser coerentemente sintetizado em quatro regras, de acordo com o próprio, a saber: 1- Só admitir como verdadeiro o que seja evidente que é verdade, aceitando somente ideias claras e distintas e evitando a precipitação. 2- Dividir um problema em quantas partes seja possível visando uma melhor solução, 3- Seguir em ordem do mais simples ao mais complexo, 4- Revisar tudo para ter certeza de nada ter omitido ou errado. Dito de outro modo: 1- evidência, 2- análise, 3- síntese, 4- enumeração.

Há em Descartes três tipos de ideias: 1- adquiridas, que se dão por meio da experiência sensível e pelo convívio em sociedade com outras pessoas ou mesmo pelo ensino formal, 2- artificiais, provenientes de nossa imaginação criativa, 3- inatas ou naturais, que não são produzidas por nós e nem são recebidas pelos nossos sentidos, são evidentes, intuitivas e verdadeiras, se originando em Deus.

O conhecimento evidente em si, qualquer que seja este, é formado por ideias claras e distintas. Sua verdade é sua evidência. A verdade deve sê-lo independente de qualquer crença, autoridade ou tradição. Por meio de uma verdade pode se intuir outras, dentro de uma cadeia de intuições racionais e dedutivas. Uma verdade deve ser acessível a todo ser pensante.

Para encontrar sua primeira verdade, donde há de erigir todo o seu sistema filosófico, Descartes fará uso da dúvida metódica, radical e hiperbólica, pelo qual se propõe a indagar sobre o último critério de toda a verdade. Não se trata de duvidar do modo como o fariam detentores de doutrinas céticas e sim de usar a dúvida como instrumento para encontrar uma única verdade imune a qualquer possível conhecimento, algo que em si mesmo seja claro e evidente e não dependa de qualquer experiência posterior.

Para conseguir levar a termo sua dúvida até os fundamentos mesmo da lógica e matemática, Descartes faz uso da hipótese de um Deus enganador ou de um gênio maligno.

A dúvida hiperbólica e metódica de Descartes passa por três pontos importantes, a saber: 1- os sentidos, 2- o sonho e, 3- o deus enganador ou gênio maligno. Toda a informação proveniente dos sentidos pode ser negada tomando por base que um dia já tive a experiência de ter sido enganado pelos meus sentidos e se não me foram confiáveis uma vez, podem não ser confiáveis novamente. Já pelo sonho, temos que poderia estar sonhando e não acordado. Como saber se estou ou não sonhando? E, finalmente, pelo argumento do deus enganador ou gênio maligno podemos colocar em dúvida as verdades restantes, tais como as provindas da lógica e da matemática.

Por meio da dúvida hiperbólica pomos tudo em dúvida e suspendemos a certeza sobre nosso juízo, mas mesmo pondo tudo sobre dúvida, não posso negar que eu, enquanto penso e duvido, sou algo, daí o “penso, portanto sou” ou “penso, logo sou”. Alguma coisa existe enquanto penso e esta coisa sou eu, mas trata-se de usar mais acertadamente o verbo “ser” e não o verbo “existir”, pois, a referência aqui cabe ao primeiro verbo e não ao segundo, estamos falando do “ser”. Também há de se notar que não sou eu, meu corpo e a imagem que tenho de mim quando me olho em um espelho que comprovo que existe e sim somente o pensamento de um ser que duvida, seja lá o que for este ser, sei que sou eu, mas não sei o que sou além de puro pensamento.

Com certeza, além da importância e atualidade ainda em nossos dias do pensamento e obra de René Descartes para não somente a filosofia, mas mesmo para a base de nosso conhecimento humano em suas diversas disciplinas e na sua fundamentação e desenvolvimento histórico, cabe reforçar que no século XVII, onde ainda imperava em filosofia a escolástica e seus modos de analisar os problemas e apresentar soluções, é Descartes aquele quem inaugura o rompimento com esta abordagem a partir do livre exame pela razão humana e daí outra grande novidade que é a priorização da autoridade da razão sobre qualquer outra que se possa aventar. Diante de uma sociedade que buscava novos caminhos para a obtenção de um conhecimento certo e que vira recentemente a perda de valores e verdades aceitas por séculos pela nossa civilização, Descartes empreende a busca por um método que permita percorrer um caminho seguro em busca da verdade pelas ciências e filosofia, evitando por tal método o caminho dos erros, permitindo-nos diferenciar o que seja verdadeiro do que seja falso.

Com Descartes e sua filosofia a ênfase sobre o julgamento do que seja certo ou errado sai dos livros e das pessoas para a autoridade expressa pela razão humana. Antes a verdade estava na autoridade inquestionável de textos religiosos ou eruditos, consagrados pela tradição e pela interpretação dos mesmos por determinadas pessoas específicas, sendo estas pessoas e livros vistos como a autoridade, agora não mais, pois a autoridade a ser seguida é a razão que possuímos.

Na filosofia de Descartes as verdades se apresentam após serem extraídas pela força da razão da dúvida hiperbólica que tudo abrange e são elas em total de quatro, a saber e nesta exata ordem: em primeiro lugar é que eu, enquanto penso e duvido, sou. A segunda se dá sobre a existência e essência de Deus, pois, se fosse eu a única criatura existente me daria todas as perfeições que posso imaginar e como conheço perfeições que reconheço não possuir, há a necessidade de haver um ser perfeito que as possua e este ser tem obrigatoriamente de existir, pois, sua inexistência seria uma imperfeição nesta criatura. Em terceiro lugar temos que já que concluímos que um ser perfeito existe e que dentre seus atributos está, dentre outros, o de ser perfeitíssimo, sapientíssimo e boníssimo, não posso racionalmente admitir que um ser boníssimo permita que exista um gênio maligno para me enganar e um deus enganador estaria demonstrando alguma carência ou falta que não seria viável em um ser perfeitíssimo, portanto, todas as verdades matemáticas / geométricas são inegavelmente verdadeiras. Acrescento que o ser criado não pode ser mais perfeito que o criador, pois é deste que obtém sua perfeição e quanto melhor o criador, melhor também será sua criação. Se deus cometesse erros e não fosse sapientíssimo não poderíamos ter certeza que nós, seres criados, não tivéssemos em nós mesmos, erros graves que nos impedissem de atingir o conhecimento verdadeiro. Por último, chegamos a quarta verdade que é a existência da extensão, das coisas extensas, do mundo material, dos corpos. Saindo da dúvida sem ficar preso no ceticismo e de posse de uma base sólida dada por verdades reais que nos permita buscar o conhecimento sem o risco de nos perdermos em erros e fantasias fora da realidade. De posse destas verdades iniciais e das etapas que levam ao método, podemos buscar a verdade em uma filosofia e conhecimento científico unificado por um método universal, verdadeiro e válido.

 Silvério da Costa Oliveira.

 


 

 


Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

Site: www.doutorsilverio.com

(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Filosofia Racionalismo (1) * O que o Racionalismo defende e suas principais ideias

 

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 O Racionalismo é um importante movimento do século XVII que irá marcar profundamente a filosofia até os presentes dias e se tornar presente diante da filosofia moderna e contemporânea, de modo que torna-se importante saber sobre este movimento, o que o Racionalismo defende?, Quais as principais ideias do Racionalismo?, Qual a importância do Racionalismo na filosofia?, O que diferencia o Racionalismo do Empirismo?, O que é o Racionalismo cartesiano?, O que é o Racionalismo moderno?, Qual a principal ideia e qual o significado do Racionalismo?, O que significa ser um racionalista?, Que exemplo ou exemplos podemos dar de Racionalismo?, Quais os filósofos racionalistas? Visando responder a estas perguntas e outras mais apresentamos não somente este vídeo aula, mas um curso completo de filosofia do Racionalismo, cujo primeiro vídeo é este e teremos vários outros, um por semana, toda quarta-feira ao meio dia visando compor a playlist "Racionalismo" que será acompanhada por diversos artigos / textos em meus dois blogs sobre os respectivos temas tratados nos vídeos. É inegável a importância do Racionalismo hoje, não somente na filosofia, mas também levando em consideração que por vezes estão presentes em pontos de estudo como a filosofia para vestibulares ou a filosofia para o enem, tornando muito importante o estudo e a compreensão dos principais temas relevantes presentes ao Racionalismo em filosofia. Aliás, mesmo em áreas próximas da filosofia, como, por exemplo, a psicologia e a sociologia, torna-se importante o conhecimento sobre o que foi e o que é o Racionalismo, sua história, seu método de análise e demonstração, sua lógica e também matemática dele oriunda. Conhecer as vertentes do Racionalismo voltadas a metafísica, a epistemologia, a ética e ao psicologismo. Uma compreensão da importância deste movimento filosófico fará com que vislumbremos a importância que este traz aos questionamentos e a ênfase na autoridade da razão, pois, toda busca da verdade e do conhecimento verdadeiro se daria pela razão, sendo esta o caminho, o fundamento e a base da verdade, cujo garantidor é Deus. Um Deus não pessoal, mas sim inteligível e cristão. Temos no Racionalismo um método de análise, dedução, demonstração que nos permite chegar a verdade e não sermos enganados. Também a demonstração que parte de nosso conhecimento é proveniente de ideias inatas, não adquiridas, ideias a priori.

 Em meus blogs "Ser Escritor" e "Comportamento Crítico" você encontrará um artigo / texto de minha autoria que resume as ideias deste vídeo, apresentando o tema em toda a sua complexidade. Leia: "Racionalismo na Filosofia: Características e significado". Links diretos para todos os artigos, textos e vídeos em meu site: https://www.doutorsilverio.com

 Link para este vídeo no YouTube: https://youtu.be/6n2S-5ak3hw

sábado, 7 de novembro de 2020

Racionalismo na filosofia: Características e significado

 Por: Silvério da Costa Oliveira.

 

O termo “Racionalismo” é proveniente em sua origem do latim “ratio” que significa “razão”. O movimento histórico filosófico intitulado Racionalismo há de marcar profundamente o século XVII e ter significativas repercussões na elaboração de teorias e ações que começam na filosofia e se estendem para os mais distintos campos de atuação humana, abarcando o modo de pensar e entender o mundo ao redor, a educação e as instituições de ensino, as comunidades de sábios pesquisadores, de cientistas e filósofos distintos que irão se posicionar a favor ou contrariamente as teses defendidas por tal movimento, mas de um modo ou outro serão por ele afetados e impulsionados.

Muitos são aqueles que se identificaram ou foram identificados como sendo parte integrante deste movimento filosófico, o Racionalismo. Dentre os mais conhecidos e que deram maiores contribuições ao movimento, podemos citar em particular a cinco filósofos, a saber: René Descartes (1596-1650), Nicolas Malebranche (1638-1715), Baruch Spinoza (1632-1677), Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), Christian Wolff (1679-1754).

 


O Racionalismo moderno há de se iniciar com Descartes e terá como base que o conhecimento verdadeiro deva ser obtido por meio do uso da razão, aqui equiparada ao pensar e ao raciocinar, isto em detrimento da realidade empírica, das coisas materiais, do conhecimento obtido por meio de nossos sentidos ou mesmo de nossas emoções e ou paixões. Também tem como base que a realidade circundante, que o mundo e mesmo o cosmos é passível de um entendimento racional, que há uma racionalidade lógica no universo e que por meio do uso da razão podemos entender as leis que regem a realidade. O Racionalismo também se encontra em um Deus descoberto por meio da razão e que possui características racionais e mesmo se iguala por vezes ao conceito de Deus cristão, retirando deste o aspecto pessoal e o encaixando dentro de normas da razão, este Deus também tende a ser o garantidor do conhecimento, das leis do universo e da própria razão.

O Racionalismo ao propor a razão como a base e o caminho para se alcançar a verdade, tende a se encontrar na base de toda a filosofia moderna, somente quando este nega ou encara com suspeita o conhecimento provindo dos sentidos, da experiência e da aprendizagem é que se fecha em uma escola filosófica com características próprias e idéias bem definidas e elaboradas que o distanciam de outra escola oposta, o Empirismo. O método de busca da verdade se dá por meio da razão, mas não somente isto, pois, se entende por tal que o mundo, o universo, o cosmos e mesmo Deus, é inteligível. Esta busca da verdade pela razão se dá por meio de um método no qual a mesma é passada pelo crivo da demonstração e da análise racional de seus fundamentos.

Em virtude de sua abordagem radicalmente racional, afastando-se do conhecimento oriundo das emoções, paixões, sentidos, percepção e do mundo circundante incluindo aqui a aprendizagem social formal e informal, tais pensadores hão de priorizar as matemáticas, a álgebra, a geometria e a lógica, inclusive, irão apresentar contribuições relevantes para tais domínios que se mantem em uso até os presentes dias, tal o caso, por exemplo, do plano cartesiano ou do cálculo infinitesimal de Leibniz.

Também importante neste movimento é a adoção de idéias inatas, ou seja, que não são obtidas por meio da aprendizagem, ou dos sentidos ou por qualquer outro meio externo a nós mesmos, já nascendo com as mesmas e precisando no máximo tornarmo-nos cientes das mesmas por meio de nossa razão e intuição.

Podemos subdividir o Racionalismo em três possíveis vertentes ou percursos adotados por seus seguidores. Podemos pensar uma vertente baseada na metafísica que busca na realidade que nos circunda, no mundo, no universo, no cosmos e em Deus uma ordem, uma lógica, uma racionalidade, uma inteligibilidade, um conjunto de leis imutáveis. Por sua vez, também podemos pensar em uma vertente pautada na gnoseologia, na epistemologia e na teoria do conhecimento, pelo qual todo o conhecimento apto a ter o status de verdadeiro deve ser buscado e encontrado por meio da razão, abstendo-se de possível conhecimento oriundo das sensações (percepção, sentidos), da experiência (empiria) e da aprendizagem social formal ou informal, pois tais fontes de conhecimento podem nos induzir ao erro e deste modo devemos nos precaver com relação às ilusões delas provenientes. Uma outra vertente seria a da ética, ou moral, ou melhor comportamento a ser adotado em sociedade para sermos feliz e exitosos em nossas ações, e aqui mais uma vez o caminho indicado é o caminho apontado pela nossa razão.

Como não poderia deixar de ocorrer, a ênfase na luz natural proveniente do uso da razão há de gradativamente vir a desenvolver uma consciência social crítica com relação a diversos valores então presentes a sociedade, sejam estes políticos, religiosos ou outros e acabará, também, por direcionar para uma religião diferente da revelada, questionando não somente a autoridade dos líderes religiosos bem como a autoridade dos escritos sagrados, pois, a única autoridade aceita deve ser a razão. Temos por meio do Racionalismo a emancipação da razão humana que antes se prendia a dogmas, crenças e mitos os mais diversos, provenientes de uma falsa interpretação da realidade ou de textos religiosos.

O Racionalismo se mostra como uma importante escola de filosofia que irá marcar profundamente o século XVII e os seguintes e cuja discussão ainda é cabível de estar presente em nossos dias, em pleno século XXI, onde, infelizmente, o ser humano faz questão de voltar-se aos grilhões auto-impostos de servidão a doutrinas e ideologias políticas ou religiosas que mais não são do que superstição e ignorância. Diante das diferenças individuais e de personalidade, hoje pessoas há que priorizem outras tentativas de obter conhecimento em detrimento do uso da razão e deste modo se afastam da luz natural que nos permite sermos criaturas pensantes capazes de buscar e alcançar a verdade independentes dos mais distintos e diversos preconceitos oriundos de crenças políticas e religiosas que visem os interesses de pequenos grupos, a manipulação e controle das massas, a servidão e o conformismo da população. Mais do que nunca antes o Racionalismo tende a se mostrar tão atual como quando de seu surgimento e suas questões levantadas e trabalhadas tendem ainda a se mostrar não somente atuais, mas também vitais se queremos de fato desenvolver todo nosso potencial humano, livres da servidão e credulidade. Aprendamos, portanto, a pensar e sermos racionais, conhecer o Racionalismo é também conhecer e aprender como usar do poder de nossa própria razão, de nossa luz natural.

 

Silvério da Costa Oliveira.

 

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

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“Conceituação” ou “O que é?”

 Por: Silvério da Costa Oliveira.

 

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Elaborei vários artigos / textos disponíveis em meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico”, bem como vídeos disponíveis em meu canal no YouTube: drsilverio que visam a proporcionar um maior e melhor entendimento sobre o tema. São 4 artigos / textos e 4 vídeos.

 

Artigos / textos disponíveis nos blogs

1- O que é sociologia?

2- O que é história?

3- O que é psicologia?

4- O que é filosofia?

 

Vídeos disponíveis no canal no YouTube: drsilverio

1- Sociologia(1) * O que é sociologia?

2- História (1)* O que é história?

3- Psicologia(1) * O que é psicologia?

4- Filosofia (1)* O que é filosofia?

 

Visitem, leiam e vejam, deixem seus comentários, curtidas e se inscrevam no canal.

 

Silvério da Costa Oliveira.

 

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Filosofia (1) * O que é filosofia?

 


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Você gostou do vídeo? Ajude-nos a continuar este trabalho. Curta e compartilhe o vídeo. A criação da palavra "filosofia" se deve a Pitágoras de Samos, no século VI a.C., se bem que o criador da filosofia seja considerado Tales de Mileto, no sétimo século a.C. A filosofia busca o saber e conhecimento verdadeiro por meio da razão e da reflexão racional e crítica, fazendo uso da elaboração de conceitos com o uso do discurso escrito e falado e pelo debate e diálogo crítico e racional sem o emprego de dogmas ou do argumento da autoridade. É importante saber o que é a filosofia para entender o mundo atual, o que é a filosofia moderna e a filosofia contemporânea. Vemos hoje a filosofia e importantes filósofos do passado presentes em concursos, vestibulares e mesmo no enem, mas, afinal, o que é e para que serve a filosofia? qual o conceito de filosofia? o que a filosofia estuda? Sabendo o que seja a filosofia, sua melhor definição e conceituação fica mais fácil pensarmos a filosofia junto a educação e mesmo a uma "filosofia de vida". Há quem fale em filosofia a maneira clássica e outros que falam em filosofia científica, mas a única forma de entender o significado de tais frases e não sermos enganados em nossa busca é primeiramente entendermos o que é a filosofia e também o que não é a filosofia e é a isto que este vídeo aula se propõe, apresentar uma definição sucinta, clara e objetiva do que seja e do que não seja a filosofia atual.

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