Professor Doutor Silvério

Blog: "Comportamento Crítico"

Professor Doutor Silvério

Silvério da Costa Oliveira é Doutor em Psicologia Social - PhD, Psicólogo, Filósofo e Escritor.

(Doutorado em Psicologia Social; Mestrado em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia; Licenciatura Plena em Psicologia; Licenciatura Plena em Filosofia)

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terça-feira, 18 de março de 2025

Charles Darwin

 

Por: Silvério da Costa Oliveira.

 

Charles Darwin

 

Charles Robert Darwin (1809-1882) nasce em Shrewsbury, Shropshire, Reino Unido, e falece aos 73 anos de idade em Downe, Kent, Reino Unido. Proveniente de uma tradicional e abastada família religiosa. Ele foi o quinto de seis filhos de Robert Waring Darwin, um médico e empresário de sucesso, e Susannah Wedgwood, herdeira da rica família de fabricantes de cerâmica Wedgwood. Sua família já possuía uma tradição intelectual e científica. Seu avô, paterno, Erasmus Darwin, foi um renomado médico, filósofo natural e poeta, que já especulava sobre a evolução antes de Charles. Por outro lado, a família Wedgwood contribuiu para sua formação liberal e progressista, o que influenciou seu desenvolvimento pessoal. Em 1817, sua mãe faleceu quando ele tinha apenas 8 anos, e sua educação passou a ser supervisionada pelo pai e suas irmãs mais velhas. Atuou como cientista natural (naturalista), biólogo e geólogo. Quando de seu falecimento, em 1882, Darwin recebeu um funeral de Estado e foi sepultado na Abadia de Westminster, próximo ao túmulo de Isaac Newton.

No ano de 1818 Darwin ingressou no tradicional colégio Shrewsbury, mas não demonstrou interesse pelas disciplinas ali ministradas, preferindo voltar seus interesses para o estudo da natureza, colecionar insetos e conchas, realizar pequenas experiências químicas, etc., o que não agradava seus professores.

Aos 16 anos de idade, em 1825, ingressa na Universidade de Edimburgo para estudar medicina, mas não demonstrou interesse por tais estudos, em particular após assistir presencialmente cirurgias realizadas sem anestesia. Este período foi marcado pelo envolvimento de Darwin com clubes e grupos de história natural, estudando e aprendendo sobre taxidermia e zoologia.


 

Como Darwin não deu certo no curso de medicina, seu pai decidiu matricula-lo em 1828 na Universidade de Cambridge, preparando-o para ser clérigo da Igreja Anglicana. Inicialmente Darwin aceitou a ideia, já que isto lhe permitia mais tempo para se dedicar a explorar a natureza. Foi neste período que desenvolveu amizades com professores, dentre os quais o botânico John Stevens Henslow, que o apresentou a ciência formal e reconheceu o seu talento como naturalista, vindo mais tarde a recomendá-lo para a famosa viagem que faria a bordo do HMS Beagle. Sua conclusão do curso de Bachelor of Arts (Bacharelado em Artes) e formatura ocorreu no ano de 1831, este curso era pré-requisito para o início de uma carreira como clérigo, mas ele não seguiu por este caminho.

Tornou-se famosa a sua viagem de cerca de cinco anos a bordo do HMS (Her Majesty Ship) Beagle (1831-1836) que iniciou quando contava 22 anos de idade. No decorrer desta viagem ao redor do mundo, Darwin teve a oportunidade de observar e coletar distintas formas de vida, que lhe permitiram um melhor entendimento sobre a evolução das espécies, sua futura teoria. Ele fez coleta de fósseis, observações geológicas e, podemos destacar como um ponto importante da viagem a parada nas ilhas Galápagos, onde pode observar os pássaros ali existentes e concluiu que a grande variedade dos mesmos estava relacionada com o meio no qual viviam, buscando uma adaptação ao mesmo dentro do que mais tarde iria chamar de seleção natural.

A indicação de Darwin como naturalista para compor a tripulação do HMS Beagle partiu de seu amigo e professor Henslow. O objetivo principal da viagem era mapear a costa da América do Sul, mas foi também uma grande oportunidade para Darwin explorar a biodiversidade e geologia de várias regiões do globo. Ele esteve nas ilhas Galápagos, no Brasil, no Chile e na Austrália, sempre coletando amostras de plantas e animais, bem como de fósseis e rochas. Durante sua viagem, manteve constantes anotações em seu diário, conservando suas observações e reflexões sobre as ocorrências por ele vivenciadas no decorrer da viagem.

No retorno a Inglaterra, em 1836, organiza suas anotações e coleções, apresentando publicações e ganhando notoriedade no meio científico. Em 1839 ele se casa com Emma Wedgwood (Emma Darwin), prima em primeiro grau, filha de sua tia materna. O casal teve um total de 10 filhos, mas somente sete conseguiram chegar a vida adulta.

No transcurso de sua vida apresentou sérios problemas de saúde, com sintomas frequentes de náuseas, vômitos, dores abdominais, palpitações, fadiga e ataques de ansiedade. A causa de seus males não foi devidamente compreendida a sua época e mesmo hoje em dia existem algumas teorias que buscam explicar seus problemas de saúde.

Darwin postergou a publicação de suas principais conclusões sobre a seleção natural e origem evolutiva das espécies, até que no ano de 1858 Alfred Russel Wallace, que havia chegado as mesmas conclusões de Darwin sobre a origem das espécies, encaminha uma carta a Darwin comunicando sobre suas descobertas, o que motivou que dois pesquisadores, Hooker e Lyell, amigos de Darwin e Wallace providenciassem que ambos pesquisadores apresentassem suas descobertas em conjunto. Um ano mais tarde, em 1859, Darwin publica sua principal obra até aquele momento, “A origem das espécies”.

Coube à obra “A origem das espécies, 1859, apresentar as principais ideias de Darwin sobre evolução. Segundo seu pensamento ali exposto, as espécies sofreriam um processo evolutivo no decorrer do tempo e ele chamou a este processo de “seleção natural”.

Apesar de Lamarck ter defendido a ideia da evolução das espécies antes de Darwin, ainda na época de Darwin o establishment científico e religioso entendia que as espécies eram fixas (imutáveis) e que não havia evolução alguma, sendo esta a concepção predominante no século XIX quando Darwin começou a expor suas conclusões. A idade da Terra era calculada por meio da Bíblia e se entendia que Deus havia criado tudo de uma só vez, sendo o responsável por toda a criação. Mas nesta época também, começaram a surgir descobertas provindas da geologia, paleontologia e biologia que desafiavam a concepção tradicional. Em suma, a Terra começava a ser vista como sendo muito mais antiga do que a datação bíblica e as espécies não seriam imutáveis, pois, sofreriam mutações ao longo do tempo histórico.

Segundo Darwin a evolução das espécies se dá de dois modos possíveis, natural e artificial. A seleção natural ocorre na natureza e diante do meio ambiente, quando determinadas alterações se mostram mais viáveis para a sobrevivência do indivíduo ou para reduzir suas chances de sobreviver e se perpetuar nas gerações seguintes, já os criadores de animais (cães, pombos, outros) aplicam a seleção artificial para obter o aprimoramento de espécies segundo seus próprios interesses.  Há também uma seleção sexual, na qual determinados indivíduos por meio do ato sexual e da escolha do parceiro para a procriação, tendem a perpetuar certas mudanças e levar outras à extinção. A seleção sexual se faz presente tanto na seleção natural como também na seleção artificial.

Ao propor a teoria da evolução das espécies por meio da seleção natural, afirmou que todas as espécies existentes hoje se originaram de um ancestral comum e que foram evoluindo ao longo do tempo, sofrendo gradativas alterações. Mesmo que não perceptíveis de uma geração para a seguinte, ao longo do tempo histórico estas alterações somadas tendem a se tornar mais perceptíveis, podendo levar ao surgimento de novas espécies. Segundo o pensamento de Darwin, todos os seres vivos são descendentes de um ancestral comum. Ele defendeu a teoria de que os ramos evolutivos são o resultado da seleção natural.

Todas as populações apresentam variabilidade e estas variações individuais podem se mostrar mais ou menos adaptadas à sobrevivência. Quando uma variação se mostra mais vantajosa para dado indivíduo, este tende a ter maiores chances de sobreviver naquele meio e levar estas alterações para seus descendentes. Há uma constante competição pela sobrevivência dentro do meio ambiente e uma dada característica pode ser essencial para preservar ou não determinado organismo, permitindo sua sobrevivência e continuação desta característica em sua descendência. Aqui podemos encontrar uma melhor camuflagem para fugir dos predadores, maior velocidade para fugir ou caçar, maior resistência a doenças, etc. Com o tempo, as características mais vantajosas tendem a se tornar predominantes na população, enquanto as menos vantajosas a sobrevivência do indivíduo tendem a diminuir em número ou mesmo desaparecer e isto é a seleção natural, que ocorre de modo lento e gradual durante muitas gerações em um grande período de tempo. Pequenas mudanças acumuladas podem resultar em diferenças significativas ao longo do tempo e mesmo levando ao surgimento de novas espécies. Deste modo, no decorrer de milhões de anos a vida deu origem às múltiplas espécies hoje existentes na Terra, todas oriundas de um mesmo ancestral.

Populações que descendem de um mesmo ancestral, em distintos ambientes, terão características priorizadas como vantajosas diante de cada ambiente, proporcionando a sobrevivência e predomínio de tais mudanças na população. A adaptação se mostra como sendo um processo no qual uma determinada modificação se torna mais adaptada ao meio ambiente e tais pressões seletivas específicas podem levar ao surgimento de novas espécies. Estas adaptações podem ser observadas, por exemplo, no bico de pássaros nas ilhas Galápagos, os tentilhões, já que em cada ilha o formato e tamanho de seus bicos varia de modo a se adaptar ao tipo de alimento ali disponível. Começando com um ancestral comum a todos os tentilhões, estes foram se adaptando às condições de cada nova ilha, apresentando alterações distintas na forma e tamanho de seus bicos que tornaram-se predominantes diante da luta pela sobrevivência e busca por alimento ali disponível.

Por meio do estudo de fósseis encontrados durante sua viagem no HMS Beagle, Darwin concluiu que animais hoje extintos mantinham semelhanças com animais que ainda existem hoje, podendo sugerir que as espécies hoje existentes podem ter evoluído a partir destas formas ancestrais por meio da seleção natural.

Enquanto a seleção natural ocorre sem a intervenção humana e diante da luta pela sobrevivência na natureza e em um meio ambiente que pode ser mais hostil ou favorável a determinadas características ou mudanças (pequenas variações) apresentadas nos indivíduos de determinado grupo populacional, a seleção artificial se dá intencionalmente por meio da intervenção direta de humanos na criação de plantas e animais mais condizentes com as necessidades humanas, domesticando para seu próprio uso estas plantas e animais. Os humanos escolhem quais animais irão cruzar e procriar, e o fazem por meio da presença de determinadas características que estes desejam preservar e ampliar, daí, por exemplo, as inúmeras raças de cães e gatos. Na seleção natural, quem define quais organismos sobreviverão e se reproduzirão é a natureza presente no meio ambiente no qual vive esta população, na seleção artificial este papel cabe ao humano.

 

ALGUMAS DE SUAS PRINCIPAIS OBRAS

 

1. Viagem de um Naturalista ao Redor do Mundo. Título original: Journal of Researches into the Natural History and Geology of the Countries Visited during the Voyage of H.M.S. Beagle round the World. Ano da primeira publicação: 1839.

Este livro é o relato da viagem de Darwin no navio HMS Beagle (1831-1836). Durante a expedição, Darwin registrou observações sobre a geografia, flora, fauna e povos das regiões visitadas, incluindo América do Sul, Austrália e ilhas do Pacífico. As observações coletadas durante esta viagem foram fundamentais para o desenvolvimento de sua teoria da evolução por seleção natural.

2. A Origem das Espécies. Título original: On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life. Ano da primeira publicação: 1859.

Mais famosa obra escrita por Darwin nos dias atuais e responsável por apresentar sua teoria sobre a evolução das espécies por meio da seleção natural. São apresentadas evidências de que as espécies não são fixas e imutáveis, evoluindo no decorrer do tempo histórico por meio de um processo de seleção natural. Há a seleção natural, a seleção artificial e a seleção sexual. Na seleção natural os indivíduos que possuam características mais vantajosas diante do meio no qual vivem tendem a sobreviver e passar estas mesmas características para seus descendentes.

3. A Variação dos Animais e Plantas sob Domesticação. Título original: The Variation of Animals and Plants under Domestication. Ano da primeira publicação: 1868.

Darwin aborda nesta obra a seleção artificial introduzida nas espécies por meio de criadores humanos de modo a influenciar que determinadas características presentes em plantas e animais domesticados se tornem predominantes.

4. A Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo. Título original: The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex. Ano da primeira publicação: 1871.

Aqui são aplicadas as ideias de Darwin sobre evolução da espécie humana, sugerindo que os humanos compartilham de um ancestral comum com outros primatas e apresentando uma discussão sobre o papel desempenhado pela seleção sexual na evolução das espécies, tornando determinados traços físicos e comportamentais predominantes ao serem priorizados na escolha do parceiro sexual e na reprodução.

5. A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais. Título original: The Expression of the Emotions in Man and Animals. Ano da primeira publicação: 1872.

Um exame do modo como os humanos e demais animais expressam suas emoções por meio de gestos e comportamentos. Expressões emocionais podem encontrar uma base evolutiva comum e serem compartilhadas por distintas espécies.

6. Plantas Insetívoras. Título original: Insectivorous Plants. Ano da primeira publicação: 1875.

Estudo sobre algumas plantas que capturam e digerem insetos para obtenção de nutrientes. São descritos os mecanismos adaptativos dessas plantas e a importância da seleção natural no desenvolvimento destas características.

7. Os Efeitos da Autofecundação e da Fecundação Cruzada no Reino Vegetal. Título original: The Effects of Cross and Self Fertilisation in the Vegetable Kingdom. Ano da primeira publicação: 1876.

Estudo sobre os efeitos da autofecundação e da fecundação cruzada em plantas. A seleção natural é responsável por estratégias que proporcionem uma maior diversidade genética e a fecundação cruzada tende a proporcionar descendentes mais vigorosos.

8. As Diferentes Formas de Flores em Plantas da Mesma Espécie. Título original: The Different Forms of Flowers on Plants of the Same Species. Ano da primeira publicação: 1877.

Estudo sobre as diversidades de formas de flores e a relação disto com a reprodução destas plantas. Uma análise da fecundação cruzada no tocante à sobrevivência das plantas por meio das adaptações.

9. O Movimento das Plantas Trepadeiras. Título original: The Power of Movement in Plants. Ano da primeira publicação: 1880.

Estudo sobre os movimentos de algumas plantas em relação a estímulos externos, tais como a luz e a gravidade. Estes movimentos tenderiam a contribuir para a sobrevivência e o crescimento destas plantas.

10. A Formação do Húmus Vegetal pela Ação dos Vermes. Título original: The Formation of Vegetable Mould through the Action of Worms, with Observations on their Habits. Ano da primeira publicação: 1881.

Estudo sobre o papel desempenhado pelos vermes na formação do solo e sua importância para os ecossistemas. É abordado o impacto dos vermes na fertilidade do solo e como seu comportamento afeta o ambiente.

 

Silvério da Costa Oliveira.

 


 

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

Site: www.doutorsilverio.com

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